quarta-feira, 13 de setembro de 2023

NESTE DIA DA CACHAÇA, 13 DE SETEMBRO, CONFIRA 8 DICAS SOBRE A PRIMEIRA BEBIDA DESTILADA DAS AMÉRICAS


Extraído de texto de Raquel Barreto publicado no site terra.com.br


Nesta quarta-feira (13), celebra-se o Dia da Cachaça, a bebida destilada mais apreciada no Brasil e a terceira mais consumida no mundo. A data foi criada como forma de comemorar a liberação da sua fabricação e venda no Brasil, em 1661. 


Segundo dados do Programa Brasileiro de Desenvolvimento da Aguardente de Cana, Caninha ou Cachaça (PBDAC), a produção é em torno de 1,3 bilhão de litros por ano, sendo que cerca de 75% desse total é proveniente da fabricação industrial e 25% artesanal. 


O Brasil consome quase toda a produção de cachaça. Ou seja, apenas cerca de 1% a 2% é exportado, o equivalente a 2,5 milhões de litros, de acordo com informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).


Trata-se de uma bebida nobre, que agrada a diversas camadas sociais, ainda sendo vendida em dose, tanto em bares quanto em restaurantes e cachaçarias. Nesse cenário, Delfino Golfeto, especialista e sommelier de cachaças desvenda 8 curiosidades sobre a bebida. Confira!


1. Cachaça, pinga ou aguardente?

Essa confusão é mais comum do que se imagina. A cachaça é um destilado 100% brasileiro que provém exclusivamente da cana-de-açúcar, com a graduação alcoólica entre 38% e 48% em volume. Já a aguardente é obtida a partir da fermentação e destilação de vegetais doces, com graduação alcoólica de 38% a 54%. 


2. Bebida histórica e cultural

A bebida faz parte de manifestações folclóricas, profanas e religiosas, como bailes, folguedos, jogos, casamentos, nascimentos, batizados, velórios, folias, novenas, ladainhas e rezas. Além disso, por estar presente em todo o tipo de ambiente, no passado, a cachaça serviu como veículo de comunicação de acontecimentos políticos e sociais por meio dos seus rótulos.


3. Variedade de rótulos

Atualmente, existem mais de 4 mil marcas de cachaça no mercado brasileiro. E no início de 2023 foi lançada a mais cara do mundo aqui no Brasil. O valor de venda é de US$ 180 mil, o equivalente a quase R$ 1 milhão.


4. Surgimento da caipirinha

Feita exclusivamente com cachaça, limão, açúcar e gelo, a caipirinha foi criada no interior do estado de São Paulo, como remédio contra a gripe. Isso ocorreu em 1918, durante o surto da gripe espanhola no Brasil. Mas tornou-se conhecida apenas na Semana de Arte Moderna, em fevereiro de 1922. Hoje, é um dos drinques mais consumidos no Brasil e mundo afora quando o assunto é cachaça.


5. Cachaça é brasileira, mas a cana-de-açúcar não

A origem da planta que pertence à família das gramíneas é da ilha de Nova Guiné, na Oceania. Aqui no Brasil, a cana-de-açúcar foi trazida pelos portugueses em 1520.


6. Importância da madeira na produção

Diferente de outros destilados mundiais, é possível utilizar mais de 30 tipos de madeira para armazenamento e envelhecimento da cachaça. Este fator é de extrema importância na fabricação da bebida, pois proporciona diferentes cores, aromas e sabores. O especialista explica que tudo começa na plantação da cana-de-açúcar.


"A busca pela qualidade começa no preparo do solo para o plantio da cana-de-açúcar. O processo requer a escolha correta do terreno, um bom preparo do solo e a seleção criteriosa da variedade da cana. Em seguida, o plantio e a colheita precisam ser realizados na época correta. A moagem, extração da sacarose, fermentação e destilação são processos igualmente importantes", afirma. 


Como beber cachaça?

Tente ver a transparência, a pureza e a oleosidade da cachaça ao movê-la dentro de um copo ou taça translúcida. Dessa forma, é possível ver as lágrimas da bebida descerem lentamente no copo, como são as verdadeiras cachaças de qualidade envelhecidas em tonéis de madeira. Depois, deve-se sentir o cheiro e o gosto. Deixe-a na boca por vinte segundos para que sinta o sabor nas partes palatáveis, balançando e trabalhando a bebida nestes locais sensíveis.


Como harmonizá-la? 

Há dois tipos básicos de harmonização: por semelhança, com uma cachaça suave com pratos mais leves, ou a contraposição, apostando no contraste, ou seja, uma cachaça mais encorpada com pratos como torresmo, carnes vermelhas, queijo parmesão, entre outros.


Já no caso das cachaças neutras, que apresentam aspecto cristalino e não passam pelo processo de envelhecimento, os pratos mais indicados são tilápia ao molho de camarão, bolinho de bacalhau, camarão crocante, saladas, queijo provolone e tilápia crocante.


https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/degusta/receitas/dia-da-cachaca-confira-6-curiosidades-sobre-a-bebida,c0ed5784e4925c2c4f8bea5731e24b11j04gkjt3.html?utm_source=clipboard

domingo, 29 de janeiro de 2023

CACHAÇA LIGURITA: MAIS UMA PRECIOSIDADE PRA ENRIQUECER O ACERVO

Produto original da cidade de Martinho Campos-MG  


Ideal, num domingo à tarde, pra acompanhar Toquinho & Vinícius, Tom Jobim e outras feras da nossa MPB da boa


Na sexta-feira passada (27/1), em BH, presentaço de um amigo aterrissou sobre a mesa, em noite de bate-papo: um exemplar da deliciosa Ligurita, cachaça de qualidade produzida na cidade de Martinho Campos, região central de MG, distante quase 200 km de BH, próxima de Bom Despacho, Abaeté, Pitangui...

 

Bosquinho, o autor da proeza

A iniciativa [abençoada, diga-se de passagem] foi do Antonino Bosco de Resende, mais conhecido Bosquinho, 59 anos, veterinário nascido em Lagoa da Prata, que também fica na região central do estado, a +/- 200 km da capital. No início dos anos 90, Bosquinho residiu e trabalhou em Nanuque, Teófilo Otoni e em outras cidades aqui do Vale do Mucuri, do extremo sul da BA e do norte do ES, onde cultivou uma pá de amigos.

 

Eu não conhecia a Ligurita, mas a danada “escoou” suavemente e bateu no paladar. No rótulo, é identificada como “aguardente de melado”, 42% de álcool, armazenada em tonéis de bálsamo, madeira que, segundo os entendidos, garante à bebida um tom amarelo-esverdeado.

 

No release de apresentação do produto, está escrito que “o bálsamo se caracteriza pelo aroma ser bastante característico, remetendo a odores mais frutados que lembram ameixa seca e especiarias. Quanto ao sabor, o bálsamo deixa o destilado com um aspecto mais seco e com traços de amêndoa durante a degustação.”

 

Enfim, mais um produto de qualidade que chega pra enriquecer o acervo da CACHAÇARIA DO PROFESSOR.

 

Abraço a todos!


𝓟𝓻𝓸𝓯.  𝓐𝓭𝓮𝓶𝓲𝓻  𝓙𝓻.

 

sábado, 19 de fevereiro de 2022

CACHAÇA COISA BOA

 

A conquista que começa no nome, se confirma na boca e sela a qualidade no prazer

 



De uns três anos para cá, a cachaça Coisa Boa, de particularidade artesanal, vem conquistando um número cada vez maior de quem sabe apreciar uma aguardente de qualidade.

 

Envelhecida em tonéis de bálsamo, o maravilhoso líquido branquinho assume uma cor dourada, em tons que se revezam entre esverdeado e âmbar-avermelhado, e um sabor de extrema suavidade.


Primeiro, um cheiro. 

Depois, uma dose. 

Desce bem. 

Não agride. 

É saborosa.

 





BÁLSAMO
- Historicamente, o bálsamo é uma madeira utilizada para o envelhecimento de cachaças. O bálsamo traz muita especiaria (rico em eugenol), frutado e tânico. É uma madeira resinosa, que, assim como a amburana, merece atenção e períodos mais curtos de envelhecimento acelerado para não ficar intragável. Sua tosta reduz a intensidade tânica e eleva o seu dulçor marcante.

 

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Cachaça: a mais brasileira das bebidas

Conheça as principais madeiras que só fazem melhorar a qualidade do produto





Feita a partir da cana-de-açúcar, a cachaça faz parte do cotidiano e da cultura brasileira. Estrela do drink mais simbólico do país, a caipirinha, a aguardente ganha cada vez mais apreciadores em todo o mundo. 


Se engana quem pensa que esse destilado tem pouca qualidade. Cresce no Brasil a produção de cachaças artesanais, que passam por rigorosos processos de armazenamento ou envelhecimento, criando sabores sofisticados. Para ser chamada de envelhecida, a cachaça precisa repousar em barris de até 700 litros por no mínimo um ano.


É na riqueza de madeiras brasileiras que se encontra o leque de sabores da cachaça. Durante a produção nos chamados alambiques, ela passa por fermentação e destilação para, então, ser armazenada em barris. Esses irão construir o gosto e darão nome aos tipos de cachaça artesanal.


AMBURANA

Essa é a mais suave e adocicada das cachaças. De gole macio (sem queimação) e de baixa acidez, o sabor da Amburana é mais frutado e de especiarias. A bebida tem coloração mais amarelada e combina com doces. Pode ser utilizada para flambar.


CARVALHO

O carvalho é base para bebidas como rum, whisky e conhaque. Ele é responsável por um sabor clássico e amadeirado. A cachaça armazenada no carvalho tem notas de especiarias e uma coloração mais escura e amarelada.


AMENDOIM

Considerada por muitos a cachaça mais nobre, a Amendoim mantém a bebida mais próxima do sabor da cana de açúcar. De colora- ção mais transparente, ela é suave e tem baixa acidez.


BALSAMO

A balsamo é mais seca, adstringente e de gole duro (com queimação). Com sabor forte, ela é rústica e perfumada. De cor amarelada, ela acompanha bem as comidas gordurosas.


Fonte: gauchazh.clicrbs.com.br


<>

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

CACHAÇA FERREIRA JANUÁRIA

Tradição de mais de 100 anos de história, 44º lugar entre mais de 5 mil marcas

 


Origem: Engenheiro Navarro (norte de Minas Gerais)

Madeira: Umburana (Amburana, Imburana...)

Graduação alcóolica: 40%

Volume: 600ml



 

Uma historinha, pra não ficar sem graça...




Obter a premiação de 44º lugar no ranking da Cúpula da Cachaça (ano 2014) pode parecer que não é grande coisa, mas se você considerar que, segundo dados oficiais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), atualmente existem 5.523 marcas de cachaça e aguardente disponíveis no mercado para comercialização, coleção e degustação pelos apreciadores e colecionadores de rótulos destes destilados, fora os clandestinos, a classificação é muito boa.

 

Em 2020, o número de marcas de cachaça registradas aumentou 18,5%, na comparação com 2019.

 

No jargão técnico, para que uma aguardente de cana-de-açúcar produzida no Brasil ganhe o status de cachaça a sua graduação alcoólica deve estar entre 38% e 48%.

 

A Cachaça Ferreira Januária é produzida na cidade de Engenheiro Navarro, no Norte de Minas Gerais. Uma das marcas mais tradicionais do Brasil, foi registrada em 1914. Portanto, já tem mais de 100 anos de história. O processo de fabricação artesanal, aliado ao envelhecimento em amburana, torna a bebida mais perfumada, com sabor adocicado e com baixo teor de acidez.

 

É envelhecida por 2 anos em toneis de umburana, adquirindo aroma seco com notas vegetais. Remete aos aromas do caldo de cana fresco.


<>

 

 

sábado, 4 de dezembro de 2021

CACHAÇA CRISTALINA

Dos “Grandes Sertões” de Guimarães Rosa, da cidade de Buenópolis, uma bebida especial

 




Cachaça artesanal mineira

Origem: Buenópolis-MG

Madeira: Umburana (Amburana, Imburana...)

Graduação alcóolica: 42%

Volume: 600ml

Preço: R$ 39,99

Pix: nexus.10@hotmail.com (Ademir Rodrigues de Oliveira Jr.)

 


Uma historinha, pra não ficar sem graça...

 

Nanuque tem a famosa Pedra do Bueno, mas é da cidade de Buenópolis, a 270 km de BH, situada no centro-norte de MG, numa região conhecida como área dos grandes sertões popularizada pelo escritor Guimarães Rosa, que vem a Cachaça Cristalina, armazenada em tonéis criteriosamente selecionados e que, por serem muito antigos, conservam melhor o sabor puro da cana sem transferir nenhuma cor a bebida, por isso o nome "Cristalina".

 

Tradicional destilado mineiro produzido fora do eixo Salinas-Januária, é cachaça de raiz, rústica. Possui suave coloração amarelo-palha, límpida, transparente e cristalina. Aroma e paladar marcados pela forte presença da cana. 


O envelhecimento do destilado, em amburana por 2 anos, mantém as características de uma cachaça nova ao mesmo tempo que proporciona à bebida o aveludado tão desejado. Licorosa, chora no copo sem modéstia. Palatavelmente muito equilibrada, surpreenderá positivamente aos que procuram por uma bebida sensorialmente rica.


<>


sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

CACHAÇA FAGULHA

Tradição do Vale do Mucuri, armazenada em dornas de peroba

 


Origem: Teófilo Otoni-MG

Madeira: Peroba

Armazenamento: 1 ano

Volume: 860ml (quase 1 litrão...)

Preço: R$ 29,99

Pix: nexus.10@hotmail.com  (Ademir Rodrigues de Oliveira Jr.)

 



Uma historinha, pra não ficar sem graça...

 

Há informações de que a cachaça artesanal Fagulha existe desde a primeira metade do século XX, produzida na Fazenda São Jacinto, município de Teófilo Otoni/MG, envelhecida na madeira de peroba.


Muito apreciada na região, e já conhecida em outras bandas pelo Brasil afora, o nome faz referência aquela faísca que sai de matéria em combustão. Outros sinônimos: chispa, centelha.

Fagulha também está relacionada a uma pessoa inquieta, que se mete em tudo, que anda sempre apressada e faz grande barulho ou bagunça por onde passa.

 

💬 Quem souber mais a respeito da dita cuja, me fale.

CACHAÇA FAZENDA JEREMIAS (Ouro)

 Coisa fina, premiada com medalha de ouro, gostosa pra caramba!

Produzida em canaviais sem uso de agrotóxicos 


Origem: Dores do Turvo-MG

Madeira: Umburana

Volume: 600ml

Premiação: Medalha de Ouro na Expocachaça 2019


 


Uma historinha, pra não ficar sem graça...

 

A Cachaça Fazenda Jeremias possui canaviais próprios, cultivados sem o uso de agrotóxicos, é produzida no município de Dores do Turvo, na região da Zona da Mata.

Quando a cana atinge o ponto ideal, é feita a colheita manualmente sem queimadas. A moagem é feita diariamente produzindo um caldo sempre fresco e puro. O caldo de cana (garapa) segue para as dornas de fermentação, onde é formado o mosto, obedecendo sempre o tradicional sistema artesanal de Minas, com o uso de produtos naturais (fubá de milho), sem aditivos, obtendo-se a melhor levedura e aroma agradável.

A Cachaça Fazenda Jeremias utiliza o mesmo processo natural para destilação, utilizando alambiques de cobre.

Sem pressa, a cachaça vai sendo destilada e em seguida lentamente resfriada com todo controle e capricho.